A Revolta da Guilhermina — Capítulo X

 
A Revolta da Guilhermina — Capítulo X
A Revolta da Guilhermina — Capítulo X

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Guilhermina levantou lentamente o copo em direcção à boca e, quando estava prestes a entorná-lo na garganta, eis que o Mauro invade a sala e grita com um sorriso nos lábios:

— Guilhermina, meu Amor! Te amo.

Até aquele copo que se encontrava na mão da Guilhermina tomou um enorme susto e perdeu os sentidos objectais soltando-se ao chão e transformando-se em estilhaços numa fracção de segundos.

— Desgraçado, queres me matar de susto? Como é que entras aqui gritando de qualquer maneira? – Pegando seu coração Guilhermina acrescentou. — E tu sabes muito bem que tenho problemas de coração! - Afirmou Guilhermina com as mãos tremulas e transpirando de forma anormal.

— Desculpa minha princesa, não era o meu intento tentar matar-te de susto, queria apenas fazer uma surpresa. – Expôs Mauro enquanto se aproximava da Guilhermina.

— Fazer surpresa aos cambaus pha! Imagines só se a minha pessoa tivesse caído ao chão com uma travagem cardíaca? Seu assassino!! Quase morria de susto por tua culpa! – Recrutou a Guilhermina toda assustada enquanto apanhava os estilhaços do copo.

Mauro inclinou-se rapidamente ao chão para ajudar a Guilhermina retirar os estilhados do copo do chão e, num toque súbito, as suas mãos cruzaram-se ao tocarem os mesmos estilhaços e, seus lábios avizinharam-se lentamente.

— Mauro, deixa-me amaldiçoar seus lábios com os meus pecaminosos gomos e levar-te ao inferno dos beijos. – Levantando-se de forma romântica com as mãos ainda conectadas ao Mauro disse: — Toque com as suas poderosas mãos a este corpo que chora dia e noite pelo seu eterno amasso.

— Estava louco para prender seus lábios na prisão dos meus desejos, fazer-te prisioneira dos meus encantos, transformar a sua tanguinha num pano molhado de prazeres e descarregar toda a minha energia libidinal em seu corpo de mulher perfeita. - Respondeu Mauro.

Aos beijos e leves arranhões pelo corpo, Mauro transformou suas mãos num verdadeiro alpinista sexual, escalando vagarosamente as montanhas que vivem no peito da Guilhermina e desregulando a sua respiração normal.

Enquanto isso, as mãos da Guilhermina encontravam-se numa perseguição sem trégua pelos escombros das calças do Mauro, tentado deter o leopardo mais perigoso do corpo masculino que se enfurecia a cada toque e beijo da Guilhermina.

— Ahhhhhhhhhhh!! Não faça isso, Katango – Ouvia-se do Mauro ao sentir um leve toque de inercia em seu leopardo.

Calcinhas e cuecas penduradas no sofá, vestido e calças espalhadas pelo chão da sala, Mauro carregou a Guilhermina devagar e deixou-a no sofá numa posição de corrida de estafeta.

Segurou fortemente no seu leopardo com dentes bem afiados e mandou-o atacar sem perdão a onça africana que não parava de chorar de tanto medo de ser trincada viva.

Foram horas e horas de muita luta entre as suas pernas que transformavam aquela luta de felinos, num combate de prazer coberto de tiroteios de balas de fluidos orgânicos em seis rounds que só parou quando os dois ficaram ressoados e cansados.

— Foi bom? - Questionou o Mauro.

— Foi maravilhoso! Não sabia que eras tão felino assim na cama. – Comentou a Guilhermina com um olhar sorridente e de quem estava leve.

— O meu leopardo não brinca em caças furtivas sexuais. – Sua onça também é uma verdadeira assassina. Deixou-me sem forças no último round e esgotou a minha gasolina branca. – Respondeu Mauro com um sorriso nos lábios e beijando novamente a Guilhermina.

— Mauro, hoje tu vais dormir comigo. Quero mais uma sessão extraordinária na assembleia geral da minha cama, vamos discutir algumas questões políticas nostálgicas que rodeiam as nossas pernas. – Pediu Guilhermina.

Mauro levantou e sentou-se na cadeira sofá dizendo:

— Mas eu não tenho roupa para mudar-me. Tu rasgaste as minhas calças quando as retiravas. Preciso ir à casa levar as minhas roupas.

Guilhermina puxou o Mauro para se deitar no sofá novamente e disse:

— Não se preocupe amor. Aqui tem as calças do meu falecido marido, podes usar e amanhã iremos à minha loja para levares tudo quanto é roupa para ti. Enquanto tu fores meu namorado, não vais precisar de roupas antigas.

Mauro ficou feliz ao ouvir aquelas palavras, mas disfarçou com um sorriso sarcástico dizendo:

— Nada meu amor, não quero nada seu, além do seu amor. Comprarei tudo com o meu sacrifício.

Guilhermina pegou as bochechas do Mauro e respondeu:

— Deixa de ser orgulhoso homem, vai levar sim. Afinal de contas, tudo que é meu também é seu. :)
Meque Raul Samboco, 2017.


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Fernando Absalão Chaúque

Professor, escritor, poeta e blogueiro. Licenciado em Ensino da Lingua Inglesa. Autor de ''Âncora no ventre do tempo'' (2019) e co-autor de ''Barca Oblonga'' (2022).

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