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    sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

    Brado do Menino de rua


    A minha vida é uma lástima
    Vivo dum modo cretino
    A minha auto-estima
    Degrada-se paulatinamente
    Cada passo meu
    Corresponde a uma lágrima
    Vagueio diariamente
    Sem nenhum destino, 

    Sinto-me submerso
    No mar da desgraça
    Sinto-me algemado
    Nas turbulências do mundo
    Há quem diga que não me difiro dum…defunto

    Socorrrrróóóó...
    Alguém me ajude…
    Socorrrrróóóó...
    Alguém me acode…

    Durmo ao relento
    O meu sofrimento intensifica-se
    A uma velocidade do vento
    É na lata de lixo onde mendigo pelo alimento,
    O resplandecer do sol deixa a minha alma nas trevas
    A tristeza é o meu flagelo fiel
    A alegria é o enigma que ainda tenho por desvendar,

    Questiono-me infinitesimamente:
    Será que, digno não sou
    Da felicidade da qual os outros desfrutam?
    será que digno não sou
    De um abrigo?
    Até quando me livrarei desta melancolia?
    Será que viverei assim eternamente?


    Socorrrrróóóó...
    Socorrrrróóóó...
    Alguém me ajude…
    Socorrrrróóóó...
    Socorrrrróóóó...
    Alguém me acode…



    www.fernandoabsalao.wordpress.com

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